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"MAS, TENDO SIDO SEMEADO, CRESCE." Jesus. (Marcos, 4:32.)


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A GÊNESE PLANETÁRIA

O MELHOR TEXTO QUE JÁ LI SOBRE A GÊNESE PLANETÁRIA...


Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida da matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.

Sim, Ele havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas; com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a Sabedoria do Pai deslocara do SOL para as suas mãos augustas e compassivas.

Operou a escultura geológica do orbe terreno, trabalhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se em amor, claridade e justiça.

Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando-lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda parte no universo galáxico.

Organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir.

Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.

A ciência do mundo não lhe viu as mãos augustas e sábias na intimidade das energias que vitalizam o organismo do Globo.

Substituíram-lhe a providência com a palavra NATUREZA, em todos os seus estudos e análises da existência, mas o seu amor foi o Verbo da criação do princípio, como é e será a coroa gloriosa dos seres terrestres na imortalidade sem fim. 

E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento.

Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso.

Daí a algum tempo, na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra.

Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.

Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.

Sob a orientação misericordiosa e sábia do Cristo, laboravam na Terra numerosas assembléias de operários espirituais.

Como a engenharia moderna, que constrói um edifício prevendo os menores requisitos de sua finalidade, os artistas da espiritualidade edificavam o mundo das células iniciando, nos dias primevos, a construção das formas organizadas e inteligentes dos séculos porvindouros.

O ideal da beleza foi a sua preocupação dos primeiros momentos, no que se referia às edificações celulares das origens.

É por isso que, em todos os tempos, a beleza, junto à ordem, constituiu um dos traços indeléveis de toda a criação.

As formas de todos os reinos da natureza terrestre foram estudadas e previstas.

Os fluidos da vida foram manipulados de modo a se adaptarem às condições físicas do planeta, encenando-se as construções celulares segundo as possibilidades do ambiente terrestre, tudo obedecendo a um plano preestabelecido pela misericordiosa sabedoria do Cristo, consideradas as leis do princípio e do desenvolvimento geral.

Dizíamos que uma camada de matéria gelatinosa envolvera o orbe terreno em seus mais íntimos contornos.

Essa matéria, amorfa e viscosa, era o celeiro sagrado das sementes da vida.

O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre, e, se essa matéria, sem forma definida, cobria a crosta solidificada do planeta, em breve a condensação da massa dava origem ao surgimento do núcleo, iniciando-se as primeiras manifestações dos seres vivos.

Os reinos vegetal e animal parecem confundidos nas profundidades oceânicas.

Não existem formas definidas nem expressão individual nessas sociedades de infusórios; mas, desses conjuntos singulares, formam-se ensaios de vida que já apresentam caracteres e rudimentos dos organismos superiores.

Milhares de anos foram precisos aos operários de Jesus, nos serviços da elaboração paciente das formas.

Emmanuel -  A CAMINHO DA LUZ - CAP I E II-  Francisco Cândido Xavier

A EVOLUÇÃO ANÍMICA - CORPO HUMANO

EU ADORO ESSA AULA!

Em todos os Reinos da Natureza, o elemento espiritual aprende a nutrir-se e a preservar-se.
Por milhares de séculos, repete as operações da fotossíntese ou assimilação clorofiliana no império verde, pela qual consome energia luminosa e elabora matérias orgânicas, desprendendo o oxigênio indispensável à constituição do ar atmosférico, e recapitula as operações da quimiossíntese, em formas autótrofas, como sejam certas classes de bactérias, que se utilizam de energia química para viver, através da oxidação de compostos minerais.
Gradativamente, no domínio vegetal, assimila os mecanismos mais íntimos da respiração, absorvendo o oxigênio e eliminando o gás carbônico pelos estômatos e pneumotódios, cutícula e lenticelas, de modo a conduzir o oxigênio sobre as matérias orgânicas para a formação dos produtos de desassimilação e projeção de energia.
E, lentamente, em meio desprovido de matérias orgânicas, qual acontece com as nitrobactérias, as sulfobactérias, as ferrobactérias, etc., aprende também a oxidar respectivamente o amoníaco ou os nitritos, o ácido sulfídrico, o óxido ferroso.
Em semelhantes atividades, infinitamente repetidas, habilita-se ao ingresso no reino animal, onde em estágios evolutivos mais nobres, se matriculará na técnica da elaboração automática dos catalisadores químicos, com a faculdade de transubstanciar matérias orgânicas complexas em recursos assimiláveis.
Milênios transcorreram para que então consiga adestrar-se nas diástases diversas, como sejam as proteases e as zímases, entre os fermentos hidrolisantes e decompenentes.
A crisálida de consciência inicia-se dessa forma, na fabricação de prótides, glúcides, lípedes e outros meios de nutrição, aprendendo igualmente a emitir hormônios de crescimento e vitaminas diversas no ciclo das plantas.
Não apenas tecidos e orgãos do corpo físico se esboçam nas formas rudimentares da  Natureza, mas também os centros vitais do corpo espiritual, que obedecendo aos impulsos da mente, se organizam em moldes seguros, com a capacidade de assimilar as partículas multifárias da vitalidade cósmica, oriundas das fontes vivas de forças que alimentam o Universo.
Governando as células físicas, os agentes de natureza espiritual, se evidenciam em todos os processos da nutrição, motivando as chamadas excitações químicas, também classificáveis por quimiotactismo eletromagnético.
O princípio inteligente tocado por múltiplos estímulos, sob o império de atrações e repulsões, haure elementos quimiotácticos eletromagnéticos no laboratório das forças universais, através da respiração, para conservar-se e defender-se, preservando os valores da reprodução e sustentação.
Laborando pacientemente nos séculos e alcançando a civilização elementar do paleolítico a mente humana controla então, quase que plenamente, o corpo em que se exprime, formado sob a tutela e o auxílio incessante dos Construtores Espirituais, passando a administrar as ocorrências do metabolismo, em sua organização e adaptação através da coordenação de seus próprios impulsos sobre os elementos albuminóides do citoplasmas, em que a forças físicas e espirituais se jungem no campo da experiência terrestre.
Os sistemas enzimáticos revelam-se definidos e as glândulas de secreção internas fabricam variados produtos, refletindo o trabalho dos centros vitais da alma.
Hormônios e para hormônios, fermentos e co-fermentos, vitaminas e outros controladores químicos, tanto quanto preciosas reservas nutritivas equacionam os problemas orgânicos, harmonizando-se em produção e níveis precisos, na quota de determinados percentuais, conforma as ordens instintivas da mente.
Todos os serviços da província biológica, inclusive as emoções mais íntimas, são sustentados por semelhantes recursos, constantemente lançados pelo próprio Espírito no cosmo de energia dinâmica em que se manifesta.
EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS – ANDRE LUIZ -CAP VIII

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