SEMEANDO CONHECIMENTO

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"MAS, TENDO SIDO SEMEADO, CRESCE." Jesus. (Marcos, 4:32.)


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MORDOMIAS E FACILIDADES

- Estamos construindo um mundo novo - disse Cláudio ao jovem advogado que aderia ao trabalho do grupo, e sem criticar os costumes de vários Países, desejaria conhecer o pensamento de Cristo sobre mordomias. Não me lembro de nenhuma passagem do Novo

Testamento que nos conduza às idéias e opiniões do Divino Mestre, nesse sentido...
Um professor dos que se achavam presentes tomou a palavra e informou:

- Jesus era contrário a semelhante sistema de privilégios inaceitáveis.

- Em que tópico será possível encontrar as conclusões que o senhor terá chegado? Falou o rapaz...

O educador buscou um exemplar do Novo Testamento e em voz alta narrou a expressiva história de um homem avaro entre os capítulos 19 a 21 do Evangelho do Apóstolo São Lucas:

- E Jesus disse-lhes a seguir esta parábola: "Havia um rico homem. Suas terras haviam produzido extraordinariamente e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa colocar tudo, o que vou colher?

Aqui está, disse, o que farei: demolir os meus celeiros e construir outros maiores, onde depositarei a minha colheita e todos os meus bens.

E direi à própria alma: Tens de reserva muitos bens para longos anos!

Repousa, come, bebe e goza. Mas Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem:

Que insensato és!...Esta noite mesmo, tomar-te-ão a alma; para que servirá então o que acumulaste?".
E o professor rematou:

- Nessa parábola simples, Jesus ensina o que pensava acerca de mordomias.

O homem era rico, foi surpreendido pela produção abundante das suas próprias terras.

Tão grande se lhe fizeram as facilidades que se propôs a levantar celeiros mais amplos, nos quais pudesse ajuntar a enorme colheita e todos os bens que possuía.

Ele que já se achava provido do necessário, queria entesourar o supérfluo?

Não encontramos aí as ilações do Mestre, com respeito às mordomias dos tempos modernos?

O jovem rapaz que acompanhava a leitura com grande respeito e atenção se manteve, então, em profundo silêncio.


A Semente De Mostarda – Emmanuel – Francisco Cândido Xavier

O NECESSÁRIO E O SUPÉRFLUO


Como o homem pode conhecer o limite do necessário?

Aquele que é sensato o conhece pela intuição; muitos o conhecem pela experiência e à sua própria custa.


A natureza não traçou o limite de nossas necessidades em nossa estrutura orgânica?

Sim, mas o homem é insaciável.

A natureza traçou o limite às suas necessidades no seu próprio organismo, mas os vícios lhe alteraram a constituição e criaram necessidades que não são reais.


O que pensar dos que monopolizam os bens da terra para obter o supérfluo em prejuízo dos que precisam do necessário?

Eles desconhecem a lei de Deus e terão que responder pelas privações que impuseram aos outros.

☼ O limite entre o necessário e o supérfluo não tem nada de absoluto, de indiscutível.

A civilização criou necessidades que o selvagem desconhece, e os Espíritos que ditaram esses ensinamentos não pretendem que o homem civilizado viva como o selvagem.

Tudo é relativo e cabe à razão distinguir cada coisa.

A civilização desenvolve o senso ético e ao mesmo tempo o sentimento de caridade, que leva os homens ao apoio mútuo.

Os que vivem à custa das necessidades dos outros exploram os benefícios da civilização em seu proveito; têm da civilização apenas o verniz, como há pessoas que têm da religião apenas a máscara. 

ALLAN KARDEC - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - QUESTÕES 715,716,717

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